Escola de autores é um site da Comunicar,  Revista Científica de Educação e Comunicação, indexada nas principais bases de dados internacionais, que complementa seus blogues ativos em espanhol, português e inglês. Desenhado e escrito principalmente pelo Conselho de Editores da Comunicar, esta Escola de Autores pretende oferecer recursos para a publicação de artigos em revistas científicas de uma forma planejada e estratégica, assim como servir como espaço de reflexão sobre a gestão da informação científica para contribuir em publicações de primeiro nível.

 

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As Q1, a excelência por antonomásia

Autor:   – Tradução: Julieti-Sussi de Oliveira

Falar de revistas científicas na Universidade hoje em dia é um tema imprescindível, devido a relevância que tem para qualquer pesquisador difundir e publicar o resultado das suas pesquisas em uma publicação de qualidade se o que busca é que o seu trabalho tenha visibilidade e reconhecimento acadêmico.

É impressionante constatar que em um ambiente universitário e acadêmico existe um grande desconhecimento entre os professores universitários (até mesmo com suposições falsas) sobre as revistas de qualidade, a importância da sua gestão editorial, seus índices de visibilidades e índices de impacto na comunidade científica.

Um dos pontos confusos e muitas vezes mal compreendido são as indexações e a sua classificação em quartil, um modo simples de estabelecer uma hierarquia entre as revistas nos principais índices do mundo em função do lugar em que se posicionam.

As revistas Q1 são as que ostentam os mais altos postos e portanto são as que recebem mais reconhecimento e fama em suas classificações porque no ano da sua avaliação obtiveram as melhores e mais numerosas referências de suas publicações.

No entanto, poucas revistas tem a possibilidade de alcançar esses níveis de excelência internacional, ainda mais se a revista publica fora dos padrões técnicos-científicos anglo-saxões, já que a língua franca com grande diferença é o inglês e os estudos técnico-sanitários são os mais fortes a nível internacional.

No Journal Citations Reports ( Clarivate Analytis), o índice com a melhor reputação a nível mundial conta esse ano com 123 revistas espanholas, das quais somente 5 tem a honra de ser JCR-Q1: 1. Emergencias (Salud), 2. European Journal of Psychology Applied to Legal Context (Psicología), 3. COMUNICAR (Comunicación / Educación), 4. Revista Matemática Complutense; 5. European Journal for Philosophy of Science. Sem nenhuma dúvida, estas são as revistas top da ciência espanhola. Entre elas  “Comunicar” é a única revista em Ciências Sociais que mantém seu status neste grupo seleto.

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Scopus, a segunda base de dados de alta reputação internacional conta com dois indicadores: o CiteScore e o SJR ( Scimago Journal Raking). Este portal conta atualmente com 514 revistas espanholas das 28.606 que encontra-se na sua base de dados em 2016 (somente 1,79% são espanholes, um número bem reduzido do potencial da ciência do nosso país). Das quais só 5,25% são SJR-Q1, 27 revistas no total, isto significa que somente 0,094% das revistas Scopus SJR-Q1 do mundo são espanholas, uma porcentagem realmente baixa e significativa do tecido editorial científico do nosso país, que precisa do apoio das administrações e da comunidade científica .

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Em SJR-Q1 “Comunicar” alcança o 7º posto entre as 27 participantes e é a única que mantém o Q1 em três áreas diferentes: Comunicação Q1, Educação Q1, e Estudos Culturais Q1.

Em resumo, nosso país deve seguir lutando para posicionar sua ciência nas revistas visíveis e de impacto no mundo. A Administração Pública, as Universidades, e a comunidade de pesquisadores espanhóis tem muito a dizer… e a fazer ainda.

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Fator de imediatez: Eigenfactor

Autora:   – Tradução: Jenny De la Rosa

No panorama atual de métricas que medem nossa produção científica, as tradicionais e as alternativas, resulta confuso e, em ocasiões, angustiante poder interpretar ou conhecer tantos índices e indicadores que mensuram e justificam a valoração da produção acadêmica. É por este motivo que hoje dedicamos este post aos índices de valoração de revistas científicas Eigenfactor.

Em 2007 dois acadêmicos da Universidade de Washington, Jevin West e Carl Bergstrom, criaram um modo alternativo de avaliar o impacto das revistas científicas: EigenfactorTMMetrics.

A pontuação Eigenfactor valora a importância relativa de uma publicação para a comunidade científica, de forma que as somatórias das pontuações de todas as revistas somam 100; porém, esta pontuação está influenciada pelo tamanho de uma publicação medida por o número de artigos anuais publicados (uma revista que duplica o número de artigos que publica, duplica igualmente sua pontuação Eigenfactor).

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O Projeto Eighenfactor oferece dois índices diferentes:

  • Eigenfactor Score: Baseado no número de vezes que os artigos publicados nos cinco anos anteriores foram citados no presente ano. A diferença essencial com outros, além dos anos, é:
    • Considera as citações tanto das ciências quanto das ciências sociais.
    • Elimina as autocitações (as citações dentro da própria revista)
    • Outorga mais valor às citações que aparecem nas revistas mais importantes.
  • Article Influence Score: Consegue-se a partir do Eigenfactor, mensurando a influência dos artigos de uma revista nos próximos cinco anos, dividindo o Eigenfactor entre a quantidade de artigos publicados. Os dois índices são incluídos entre as prestações do ISI Reuters (JCR), com a ideia de não considerar só o FI (fator de impacto) como único padrão da medida da qualidade científica, pelo que estão incluídos no repertório das métricas que a ISI Web of Science oferece.

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A ideia que motiva esta medição é que não somente importa quanto se cita a uma revista, se não quem e como o faz. Dessa forma não tem o mesmo valor uma autocitação (dentro da própria revista), que uma citação em uma revista sem impacto ou uma citação em uma revista das mais citadas do mundo.

Na prática esta diferenciação se consegue com a criação de redes de relação de disciplinas mediante vínculos, as revistas com mais vínculos alcançam mais valor e esse valor se mensura nas citações que emite já que identifica se uma revista tem mais peso na rede ou menos. Trata-se em definitiva de um indicador de rede que desenha um mapa de relações entre disciplinas que acrescenta informação significativa complementando o IF da revista.

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Bergstrom C. (2007). Eigenfactor: Measuring the value and prestige of academic journals. C&RL News, May 2007, 314-316. Disponível em: http://crln.acrl.org/index.php/crlnews/article/view/7804

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Métricas alternativas: ALM

Autor: Rafael Repiso- Tradução: Lilian Ribeiro

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O que são as Altmetrics? São métricas para medir a atividade científica cuja origem é o registro de informação em plataformas digitais. Portanto, as primeras altmétrics nascem com a internet (número de visitas e downloads) e se desenvolvem especialmente com o aparecimento de plataformas sociais e acadêmicas no contexto da Web 2.0.

 Quais são as principais métricas usadas atualmente?  As métricas alternativas vão aumentando segundo vão aparecendo serviços web que registram e difundem trabalhos científicos. Em um recente artigo, Daniel Torres-Salinas, Álvaro Cabezas e Evaristo Jiménez (2013) propuseram uma classificação dos principais indicadores altmétricos:

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Vemos como as altmetrics são tão somente um aproveitamento do registro de informação que os artigos científicos deixam em diferentes plataformas webs. O que devemos considerar ao interpretar alguma das múltiplas métricas alternativas? As Altmétrics devem ser estudadas segundo vários aspectos:

  1. Significado.O que significa o indicador? Que significado tem um artigo ser retuitado ou compartilhado por Facebook? Um problema básico é que as pessoas creem que as Altmétrics substituem ao divinizado Impact Factor, mas na realidade é que a grande maioria não são indicadores de impacto, fornecem informação sim, mas sobre outras dimensões.
  1. Difusão. A maior parte das Altmétrics nos aponta a presença e prevalência em um contexto digital (twitter, Facebook, Mendeley, Blogs, etc.). Podemos dizer que em termos gerais as Altmetrics falam de difusão. O segredo é discernir o que é uma boa ou um má difusão. Ter 5 tuítes é uma boa difusão?
  2. Esforço e solidez do indicador. Outro aspecto fundamental para avaliar uma altmetrics é o esforço que custa realizar registros. Além disso, devemos pensar se existe algum tipo de filtro que regule sua produção. Por exemplo, criar un tuíte sobre um artigo é simples e ninguém pode evitá-lo. Enquanto  citar um artigo é complicado porque primero é preciso fazer um trabajo a partir do se irá citá-lo e em segundo lugar publicá-lo, com os filtros naturais. É por isso que muitas almetrics são especialmente fáceis de manipular.

Finalmente as Altmetrics são novos indicadores que fornecem informação sobre diferentes dimensões, muitas das quais não tínhamos como de medi-las.

Torres, D., Cabezas, Á., & Jiménez, E. (2013). Altmetrics: nuevos indicadores para la comunicación científica en la Web 2.0. Comunicar21(41). https://doi.org/10.3916/C41-2013-05

 

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Tipos de artigos

Autor: Ignacio-Aguaded– Tradução: Mirelle Freitas

As revistas indexadas de alto nível de visibilidade internacional e com alto impacto de seus trabalhos editam, preferencialmente, resultados de investigações sobre seus focus temáticos, que geralmente são especializados. Em algumas publicações periódicas, além disso, admitem-se outro tipo de trabalhos como informes, estudos e propostas, assim como revisões de literatura seletas (state-of-the-art articles). Em todo caso, os trabalhos devem ser sempre originais, não terem sido publicados em nenhum meio, nem estar em processo de publicação, sendo responsabilidade de seus autores, que firmam este compromisso.

  • As contribuições, com relação ao tipo, que geralmente aceitam as revistas científicas indexadas são: Investigações, ou seja, resultados de pesquisas de tipos de artigoscaráter quantitativo ou qualitativo, com a estrutura clássica dos textos científicos: Introdução (revisão de literatura), Material e Métodos (ou metodologia), Resultados, Discussão, Conclusões (considerações finais) e Referências.
  • Revisões, ou seja, um estado da arte exaustivo sobre um tema de investigação recente e atual no qual se valoriza primeiramente uma bibliografia seletiva que geralmente gira em torno de 100 obras. Normalmente são trabalhos realizados por investigadores chave na temática, que servem de fundamento para estudos posteriores.
  • Informes e Estudos, com uma escrita mais flexível em suas exposições já que não propriamente apresentam resultados de investigações empíricas; outrossim são análises reflexivas, estudos de conteúdo, compilação de dados…
  • Propostas. Esta seção é menos habitual, mas também tem cobertura em algumas revistas para recolher trabalhos mais abertos, centrados essencialmente em prospectivas, baseadas sempre em revisões amplas de literatura científica.
  • Experiências. Esta seção não é frequente em muitas revistas científicas e são más próprias das revistas com cunho de divulgação científica ou profissionais, nas quais são apresentadas descrições de “boas práticas”.

tipos de artigos2Além disso, muitas publicações contam também com seções temáticas, em que se organizam os textos. Então, há as revistas de temática livre, e outras contam com seção monográfica periódica, planejada previamente, com chamada pública de envio de artigos através dos populares “call for papers”, coordenadas por especialistas como edi­tores temáticos. Ademais, é habitual nestas publicações se contar com uma seção variada na qual são publicados textos com temas variados dentro da temática geral da publicação, para além do tema central pontual. Em todo caso, os critérios que este tipo de publicações têm presentes para a seleção dos trabalhos em todas as suas seções geralmente são sempre idênticos: a) Qualidade da literatura; b) Qualidade da análise; c) Importância do tema; d) Impacto do artigo; e) Avanço da área; f) Estilo; g) Equilíbrio.

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Como citar referências no texto

Autor: Raidell Avello Martínez – Tradução: Julieti-Sussi Oliveira

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Normalmente relaciona-se a citação com a atribuição de um texto a outra fonte. Ela tem um papel importante, que é dar suporte e justificar argumentos próprios ( ex. citando pesquisadores que tem opinião e critérios que concordam com os nossos) ou para demonstrar uma nova postura frente ao tema ( destacando uma opinião contrária com respeito a tendência geral da crítica). Por essa razão, muitas vezes usa-se a citação como retórica para convencer ao leitor das próprias abordagens, mas a referência a uma literatura anterior não é só uma questão retórica ou uma convenção que deve-se cumprir. Ao contrário, é algo fundamental para demonstrar que o texto está relacionado com o conhecimento acumulado no âmbito da sua disciplina, e que, portanto, é suscetível de gerar uma contribuição valiosa partindo dos avanços propostos por pesquisas anteriores.  Nesse caso, as referências ajudam a definir o contexto específico de conhecimento ou o problema concreto, ao redor do qual giram os questionamentos do autor.

Para realizar o processo de citação, desenvolveram-se diferentes estilos como o da Associação Americana de Psicologia (APA, suas siglas em inglês), Vancouver (mais usado nas ciências da saúde), Chicago, Harvard, dentre outros, estas normas não só limitam-se a referências, como propõem estilos de redação, seções e formatos do artigo. Também, sugerem o modo em que devem ser feitas as referências no texto, algumas como o caso de Vancouver, usam o número que é atribuído a fonte na lista da bibliografia na ordem em que aparece no corpo do texto, outras como a APA fazem uso do padrão nome e ano e elabora a bibliografia em ordem alfabética. Além disso, especificam que cada referência deve aparecer na bibliografia.

Durante muitos anos foi comum o uso do sistema nome e ano para fazer referências, ainda hoje , é usado por muitas revistas. A vantagem desse sistema é que oferece facilidade para o autor, já que as referências não estão numeradas e podem ser alteradas facilmente.  Por mais que mude a lista, “Pérez y Lopez (1998)” continuará igual. No caso de existir dois ou mais “Pérez y Lopez (1998)” resolve-se o problema fazendo referência ao primeiro como “Pérez y Lopez (1998a), e o segundo como “Pérez y Lopez (1998b). Um dos pontos negativos deste sistema é que pode dificultar a leitura quando situamos em uma mesma frase ou parágrafo um número grande de referências.

Além disso, deve-se somar a essa variedade de estilos, o fato de que cada revista faz suas adaptações e particularidades de um estilo selecionado como base, algo que é importante ter em conta quando apresentamos um artigo, para evitar uma negação imediata da própria equipe editorial. Por exemplo, a revista Comunicar usa o estilo APA (ver. 6) de modo geral, no entanto revisando os textos dos seus artigos, pode-se encontrar que para fazer referência a uma página em específico de uma fonte, usam-se dois pontos (ej.:Garcia, 2011:89), mas se observamos o manual APA, percebemos que este usa o prefixo “p.” (ej.:Garcia, 2011, p.89), com este simples exemplo podemos compreender que não é somente revisar as normas para autores da revista, senão também revisar as suas práticas.

As referências de um texto podem ser feitas de diferentes modos, dependendo do explicito da citação. No caso da APA, na sua última versão (6ª) há três modos de fazer uma referência (os exemplos são extraídos da Comunicar, 53, 2017):

No caso de o autor e a data aparecem como parte da narrativa, não é preciso introduzir nenhum elemento, somente colocar a fonte na bibliografia, exemplo: “Se direcionamos a atenção ao uso do Twitter pelos Millenials, relatórios de 2016 posicionam esta rede como uma plataforma”…

No caso de que o autor apareça como parte da narrativa, coloca-se entre parêntesis o ano da publicação, exemplo: “A necessidade e importância de educar para o uso dos meios, tem um longo caminho na nossa história recente que começa nos anos oitenta com a declaração de Grunwald (1982) decretada pela UNESCO”.

Em outro caso, coloca-se entre parêntesis o autor e o ano da publicação, separados por uma vírgula, exemplo: “E esses cidadãos encontraram no ciberativismo um instrumento ideal para enfocar as suas ideias e lutar pelos seus objetivos (Tascón & Quintana, 2012).

O sistema de referências não limita-se a esses exemplos, existem outras especialidades ou casos em que é necessário consultar as normas para um uso correto, como as referências dependendo da quantidade de autores, a ordem das referências, autores com sobrenomes iguais, referências textuais como mais de 40 palavras, etc. No caso da APA, as normas podem ser consultadas no seu site e em outros manuais que as instituições publicam para ajudar os estudantes a realizar este processo. No próprio manual da APA encontra-se uma tabela que pode ser um excelente resumo de grande parte dos casos que podemos encontrar.

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Fonte: Publication Manual of the American Psychological Association (2010, p. 177)

 Finalmente é importante destacar que a prática de usar gestores de referências como Zotero, EndNote, Mendeley, dentre outros, pode ser de grande ajuda para realizar este processo automaticamente, somente devendo fazer alguns ajustes, dependendo das particularidades de cada revista.

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Ideias-chave: Ressaltar a importância da investigação

Autora: Ana Pérez-Escoda – Tradução: Lilian Ribeiro

As ideias-chave de um artigo científico constituem uma lista simplificada das contribuições e resultados mais relevantes que servem como fundamento na  argumentação do manuscrito apresentado pelo autor, aquilo que na realidade se apresenta de original e inovador à comunidade científica e que vale a pena ser destacado de modo especial, sem necessidade de ler todo o texto. Trata-se de marcar, destacar e ressaltar o mais importante, dirigir a atenção dos nossos leitores como se utilizássemos um marcador de texto.Ideas clave1

Há ocasiões em que os autoress confundem os “highlights” ou ideias-chave com uma versão adaptada do resumo ou abstract, quando na verdade não tem nada a ver. Enquanto o resumo expõe uma síntese da investigação: contexto, objetivos, metodologia, resultados e conclusões, as ideias-chave destacam em um mínimo de 35 e máximo de 80 palavras as contribuições mais substanciais que a investigação fornece à comunidade científica.

O objetivo fundamental destas ideias-chave é visibilizar o valor acadêmico da investigação apresentada, permitindo ao público interessado conhecer rapidamente o propósito do artigo, suas principais contribuições e sua inovação dentro do campo de conhecimento no qual se desenvolve. Trata-se de uma seção complementar ao resumo do artigo que introduz elementos de conhecimento sobre o conteúdo do artigo de modo ágil, tornando mais eficazes as buscas dos investigadores nas diferentes bases de dados.

A posição das ideias-chave vem determinada pelas normas de cada revista. Há revistas que destacam a necessidade de incluir estas ideias em arquivo separado, entretanto, outras solicitam ao autor que as inclua no final do próprio texto, depois das referências.

ideias clave

A proliferação da literatura científica e a quantidade de artigos acadêmicos que um investigador pode encontrar atualmente nas bases de dados, tornam realmente útil e proveitosa- a cada dia mais-, a necessidade de incluir esta seção de “ideias-chave” para garantir uma maior visibilidade e um alcance mais eficiente dos resultados e contribuições realizadas, garantindo que seja chamada a atenção daqueles universitários, cientistas e leitores que possam estar interessados em nossa investigação. Trata-se de um recurso a mais que dispõe o investigador para que sua investigação não passe despercebida.

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Google Scholar Metrics (GSM)

Autora:  Mª Amor Pérez-Rodríguez – Tradução: Jenny De la Rosa

googleGoogle é uma poderosa base de dados na qual se encaixa tudo. Aí reside sua principal força, mas ao mesmo tempo é uma das suas debilidades. No âmbito acadêmico, Google Scholar é um navegador que reúne citações, links a livros e capítulos de livros, artigos de revistas científicas, comunicações e palestras em congressos, relatórios científico-técnicos, resenhas bibliográficas, trabalhos científicos e técnicos e diferentes modelos de documentos e arquivos que estejam publicados em repositórios (programas acadêmicos inclusive).

A visibilidade da produção científica é um fator em alta na academia. Daí que a ferramenta de Google Scholar (GSM) seja nestes momentos um recurso importante tanto para os pesquisadores como para as revistas, já que permite estabelecer o índice de impacto de autores e publicações científicas, a partir das citações que se hospedam em Google Scholar.

google Scholar

Junto a WoS (Web of Science) y Scopus, Google Scholar Metrics (GSM) é uma referência para posicionar pesquisadores e revistas nas distintas áreas de conhecimento. Cada uma destas bases de dados oferece indicadores e métricas que contribuem para a tão almejada visibilidade, com suas luzes e sombras.

WoS e Scopus dispõem dos padrões tradicionais mais prestigiosos e reconhecidos, com os quais se avaliam os fatores de impacto das revistas mediante a recontagem de citações (JCR, SJR). Curiosamente, SGM indexa mais que o dobro de revistas SJR (Scopus) e dez vezes mais que JCR (WoS)

Entretanto, vale a pena considerar que os filtros tanto em WOS como em Scopus são mais acadêmicos, que cada uma destas bases dispõe de diferentes padrões que estão se renovando com distintas periodicidades e novos produtos (ESCI em WoS e CiteScore em Scopus)

No caso do Google Scholar Metrics, se analisam as revistas e a produção científica de autores a partir dos índices bibliométricos h, calculados a partir do número de citações recebidas e a quantidade de produção científica de um pesquisador ou de uma revista, sempre aplicados a essa base de dados em seus cinco últimos anos (h5)=.

Contudo, o grande problema desta base é que toda indexação é automática sem filtros e assim, em muitas ocasiões se indexam documentos erróneos, ou autorias falsas e isto gera avaliações discutíveis. Não obstante, esta poderosa ferramenta facilita a busca de autores relevantes e sua classificação pelo h-index e o ranking de revistas por idioma, ordenadas pelo h-index.

Google citation indice

GSM publica anualmente a lista das melhores revistas de todos os campos, segundo seu index h5. Também temos as melhores revistas em espanhol.

Podem-se fazer pesquisas para obter rankings, conhecer o h-index de uma revista procurando pelo título desde GSM e visualizar os artigos mais citados de cada revista clicando sobre seu index h5. Do mesmo jeito, o perfil de cada pesquisador permite ver seu h-index, assim como seu número total de citações, e sua posição no ranking na sua Universidade, ou na sua disciplina e os seus temas de trabalho.

Você pode ampliar esta informação em: Ayllón, J.M.; Martín-Martín, A.; Orduña-Malea, E.; Delgado López-Cózar, E. (2016). Indice h das revistas científicas espanholas segundo Google Scholar Metrics (2011-2015). EC3 Reports, 17. Granada, 27th July 2016.

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