Escola de autores é um site da Comunicar,  Revista Científica de Educação e Comunicação, indexada nas principais bases de dados internacionais, que complementa seus blogues ativos em espanhol, português e inglês. Desenhado e escrito principalmente pelo Conselho de Editores da Comunicar, esta Escola de Autores pretende oferecer recursos para a publicação de artigos em revistas científicas de uma forma planejada e estratégica, assim como servir como espaço de reflexão sobre a gestão da informação científica para contribuir em publicações de primeiro nível.

 

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CiteScore: percentil

Autor: Ignacio Aguaded – Tradução: Julieti Oliveira

CiteScore é uma métrica nova de Scopus que mede a relação de citações por artigos dentro da base de dados deste importante indexador mundial que contêm 25.300 revistas de todas as especialidades. Oferece, portanto, informação chave aos autores para poder comparar e avaliar revistas científicas em função do seu fator de impacto, denominado aqui CiteScore, que baseia-se na divisão do número de citações recebidas entre o número de artigos publicados. CiteScore calcula as referências de todos os documentos de um ano específico em todos os documentos publicados em anos anteriores. Esse número divide-se pelo número de documentos indexados em Scopus (www.scopus.com/sources) publicados nesse mesmo ano. É um índice de referências muito transparente porque oferece links tantos aos artigos publicados como as citações recebidas.

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CiteScore (https://bit.ly/2JV1tqu), juntamente com Scimago Journal Rank (https://bit.ly/2LCHZVA), são os dois índices de medida de referências da base de dados Scopus, utilizando parâmetros diferenciados que geram índices diferentes:  SJR (Scimago) y CiteScore (Scopus diretamente).

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Este portal oferece também a vantagem de atualizar mensalmente a informação da revista através de CiteScore Tracker com o que podemos ver a tendência (positiva ou negativa) dessa publicação para seu posterior índice anual.

CiteScore oferece ademais a informação em percentis, superando os clássicos quartis (Q1 , Q2…) que geram uma informação muito básica e com essa discriminação. Os percentis facilitam conhecer a porcentagem exata onde posiciona-se a publicação dentro da sua especialidade, assim o percentil 99 indica que a revista está no 1% melhor da base.

Finalmente também oferece o CiteScore Rank que permite visibilizar de modo mais fácil a revista classificada em posição frente as outras de sua especialidade.

Blog de CiteScore: https://bit.ly/2MzdoIb

Webinar de CiteStore: https://bit.ly/2KoSejl

CiteScore FAQs: https://bit.ly/2ICPnO1

 

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A nota biográfica

Autor: Raidell Avello Martínez – Tradução: Lilian Ribeiro

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A maioria dos pesquisadores em algum momento de sua carreira tem que escrever uma “nota biográfica”. A nota biográfica é uma pequena “selfie” verbal que acompanha um capítulo de um livro, um artigo de revista ou, às vezes, uma apresentação em conferência. A nota biográfica dá ao leitor informações importantes sobre você, o autor. A maioria das notas biográficas é curta. Seu comprimento pode variar, mas na maioria das vezes tem um limite de 100 a 150 palavras. Portanto, não há muito espaço para se comunicar muito sobre você, nem há muito espaço para ser criativo.

Muitos pesquisadores de doutorado e de início de carreira lutam com notas biográficas: eles acreditam que não têm nada a dizer sobre si mesmos que seja particularmente notável. Mas muitas vezes, quando você olha para as anotações biográficas, por exemplo, no início de um livro editado que lista todos os colaboradores, são os pesquisadores da primeira fase que mais escrevem. Pesquisadores mais experientes escrevem menos sobre si mesmos. Isto é talvez porque eles não se sentem ansiosos, ou talvez eles pensem que muitas pessoas já sabem quem são. A nota biográfica tem múltiplos propósitos, entre os quais estão inclusos:

  1. Um pequeno serviço para o leitor. A nota biográfica ajuda o leitor a localizar a escrita, seja capítulo, artigo ou livro. Quando o leitor entende os pontos-chave sobre o escritor, ele tem uma ideia de onde vem o argumento vem no texto e talvez algumas das razões pelas quais o texto foi escrito. Ao descobrir as motivações e experiências do autor, o leitor pode, se desejar, ver o texto como algo que está localizado no tempo, espaço e uma agenda de pesquisa em andamento.
  2. uma maneira de adicionar “credibilidade informal” ao material publicado. Ou como um serviço para o editor. Os editores gostam de mostrar que os livros ou artigos que publicam são escritos por pessoas de boa reputação que fizeram pesquisas em uma universidade real ou em uma organização de pesquisa social, ou que são um pesquisador legítimo e independente. Uma das formas que os editores usam é a nota biográfica, como uma espécie de garantia, como forma de mostrar a procedência do texto.

É claro que pensar no leitor também indica que pode haver diferentes notas biográficas para diferentes leitores. As notas biológicas não só mudam com o tempo pelo desenvolvimento do próprio autor, elas também mudam porque diferentes leitores podem estar interessados em coisas diferentes e pode ser importante destacar algumas coisas e não outras. Embora todas as notas biográficas do mesmo autor possam começar da mesma maneira, com o nome, o que há e o que vem depois varia.

Embora não haja receita para escrever as notas biográficas, pelo menos acabarei com alguns elementos que não devem deixar de ser expressos neles:

  • nome, talvez qualificações, se relevante e / ou esperado
  • afiliação institucional atual, se houver, e qual é o seu trabalho (qual é o trabalho que você fez e o que está fazendo – pesquisa, ensino, administração, etc.)
  • sua pesquisa de doutorado e seu tópico, juntamente com o local em que foi feito, se você o fez, seus interesses de pesquisa mais amplos.
  • sua história profissional anterior, se for relevante.
  • uma publicação, se houver mais de uma, liste o melhor ou ambos. (Se esta é sua primeira publicação, não se sinta mal, todos nós temos que começar em algum lugar, e todos nós tivemos uma primeira publicação).
  • redes sociais

Agrupe essa informação em poucas frases e pronto. Além disso, como a nota biográfica é apenas manchetes, ela não precisa ser longa. Não precisa ocupar todas as palavras. Não é tudo que existe. Não é tudo o que você fez. É apenas um autorretrato tirado em um dia específico para fazer um trabalho específico.

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A importância de uma boa Discussão

Autor:   – Tradução: Lola Lerma Sanchis (UMinho/Portugal)

discussãoApesar de que uma das partes em que se estrutura um manuscrito científico é a Discussão, tal como reconhece o formato IMReD (Introdução, Método, Resultados e Discussão) para a organização do artigo científico entre os investigadores, muitas vezes encontramos que esta é omissa. Não falamos apenas de trabalhos de fim de licenciatura, de mestrado ou de outros relatórios de investigação, onde raramente surge, mas em muitos dos artigos de investigação submetidos à avaliação de revistas científicas.

Todos os artigos que apresentem os resultados de uma investigação têm que concluir numa seção de discussão de resultados e conclusões. Estas secções do artigo não devem ser confundidas, uma vez que respondem a três perguntas claras: o que foi encontrado?, para a secção de Resultados; que significado tem o que se encontrou?, quando nos referimos à secção de Discussão, e quais são os achados mais importantes do nosso trabalho? Não devemos confundir a discussão dos resultados com as conclusões, uma vez que respondem a duas perguntas diferentes. Também não a devemos confundir com os Resultados, que servem para apresentar os dados obtidos, ou seja, apresentar aquilo que encontramos da forma mais objetiva possível, sem a presença de qualquer opinião ou interpretação.

Para a elaboração da discussão utilizamos frases do tipo: “Os resultados obtidos confirmam… e estão na linha de…”, “Além disso, encontramos na nossa pesquisa que…são vários os trabalhos que mostraram previamente esta relação…”, “A nossa proposta apresenta semelhanças…”, “… o que coincide com o encontrado na maioria de trabalhos…”, “Além disso, como se verifica no nosso estudo e recomendam outros trabalhos…”, “Não pode dizer-se que estes resultados sejam inesperados, dado que há uma evidência empírica acumulada…” Frases como estas ou semelhantes nos permitem situar os resultados encontrados dentro do quadro teórico prévio.

Discussão2Ao realizar corretamente a secção da Discussão, o que fazemos é interpretar os resultados obtidos e as suas implicações. Confrontamos os nossos resultados com os que previamente foram apresentados na Introdução, onde estabelecemos o “estado da arte” da temática sobre a qual investigamos. Principalmente, o que fazemos nesta seção é comparar os resultados obtidos no nosso trabalho com os resultados obtidos em anteriores pesquisas. Isso nos permite situá-los no contexto dos antecedentes da investigação, ou seja, situar os nossos dados entre as ideias atuais sobre o tema pesquisado (que, obviamente, terá sido identificado no quadro teórico).

Ao realizar a Discussão temos de estabelecer com clareza, caso isso aconteça, quais os dados contradizem os nossos resultados ou quais as investigações prévias, apresentadas no quadro teórico, poderiam ser refutadas. Cabe indicar ainda se os nossos resultados coincidem com os encontrados anteriormente, e se complementam ou atualizam algumas daquelas investigações. E, certamente, se for o caso, quais são as novidades encontradas após a análise dos resultados obtidos. Portanto, na Discussão comparamos e contrastamos os nossos resultados com os objetivos e/ou as hipóteses que tínhamos proposto e com o modelo teórico que sustenta a nossa investigação, interpretamos os resultados e, se possível, fazemos generalizações.

Algumas publicações introduzem também neste ponto as Conclusões (na epígrafe “Discussão e conclusões”), aqui, é feita uma recapitulação dos principais resultados, que não se limita a um conjunto de frases, como se faz no resumo. Agora, realizar-se-á uma exposição clara sobre os contributos da nossa investigação. Não devemos confundir a discussão dos resultados com as conclusões, nem, como dissemos, repetir textualmente o que foi dito no resumo. Nas conclusões apresentaremos as principais contribuições da nossa pesquisa que dependem, obviamente, dos resultados e da análise realizados, tendo em conta tanto o quadro teórico como os objetivos a que nos tínhamos proposto. Neste ponto há um contributo fundamental do pesquisador, dado que as conclusões são obtidas a partir de algo mais que os simples dados registados. É preciso destacar os principais contributos da nossa pesquisa, e para isso usamos frases do tipo: “Os resultados deste estudo permitem extrair algumas conclusões face a uma possível intervenção. A primeira é constatar…”, “Assim, uma primeira conclusão que se pode extrair do estudo face à intervenção…”, “Tendo em consideração os resultados deste estudo pode-se concluir que…”, “Outro resultado deste estudo que vale a pena destacar…”, etc.

Terminamos esta secção (Discussão ou Discussão e Conclusões) com as limitações encontradas na realização da pesquisa e com novas propostas de investigação, isto é, com uma agenda de investigação pendente. Também, se for o caso, referem-se a fonte ou fontes de financiamento do estudo e/ou agradecimentos.

Como foi referido, trata-se de responder, de forma clara e precisa, à pergunta “que significado têm os resultados da investigação? Todos reconhecem a centralidade de responder a esta questão e de não menoscabar esta secção quando elaboramos o nosso artigo.

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Escolher uma publicação de qualidade

Autora:  Tradução: Mirelle S. Freitas

calidad

Uma vez que se termina um trabalho e quer publicá-lo como artigo, o desafio do autor, ou autores, é escolher a revista adequada. O processo de seleção dependerá do âmbito do trabalho, como é lógico, mas também da qualidade editorial da revista. Não é algo menor este último. Aspectos como a política e  processo editorial transparente, a equipe editorial, e o impacto da publicação podem ser determinantes para o êxito. Além das formalidades e da promoção da própria revista.

Portanto, ao iniciar um processo de publicação, para que um trabalho seja recebido e aceito devem se considerar alguns  aspectos. Calidad2 A seriedade e a objetividade do processo de gestão editorial. Isso implica, fundamentalmente, na disponibilidade e visibilidade da informação que os autores precisam, a transparência quanto a edição e ao formato, a cientificidade do que é publicado, e a garantia ética dos compromissos de autores, revisores e editores. Os comitês ou conselhos de revisores formados por especialistas de prestígio em cada campo, de diferentes universidades e com presença internacional. Isso garante uma revisão por pares desde a profissionalização e experiencia científica, eliminando práticas endogâmicas, o que se traduz em respostas personalizadas com critérios acadêmicos, científicos e objetivos, tanto se o trabalho é aceito o se é recusado. A pontualidade das distintas fases da publicação. A aceitação ou recusa nos tempos estipulados e publicados pela equipe editorial é outro fator chave da qualidade editorial de uma revista. É fundamental como norma de respeito para com o trabalho que se envia e a pessoas (ou pessoas) que o assinam. Junto a isso, logicamente, cumprir com as datas de publicação e divulgação é outro parâmetro que mais se avalia de cara as boas práticas de uma revista. calidad3 O impacto e prestigio. Os processos de avaliação que se seguem na comunidade científica destacam a dimensão do impacto das publicações. Através dele, as revistas se esforçam para serem indexadas e isso depende, em grande medida, de suas boas práticas editoriais, assim como a validade científica dos trabalhos, a distribuição e a visibilidade desses. Dessa maneira, autores e editores necessitam uns dos outros. De forma que uma boa política editorial leve em conta a relevância, o progresso e a originalidade dos resultados e apontamentos nos textos a ela encaminhados.A Comunicar está consciente da importância da qualidade editorial, cumprindo uma série de indicadores: Impacto e prestígio, visibilidade e acesso, pontualidade e seriedade, rigor do processo, ética e compromisso, gestão editorial, comunidade científica, tecnologias emergentes, originalidade e progresso, e o autor como máxima.

 

 

 

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Thesaurus: Palavras-chave

Autor:  – Tradução: Julieti Sussi Oliveira

A incorporação de palavras-chave implica uma alternativa prática para descrever e registrar um documento; para isso, utiliza-se o tesauro, que com diferença em relação a um dicionário, trata-se de uma lista de palavras agrupadas de acordo com as semelhanças de significado e não por ordem alfabética. Em resumo, os tesauros são utilizados como um meio de restrição das palavras-chave direcionadas a um vocabulário controlado que permite organizar de modo adequado o conhecimento sobre um tema em questão.

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Calcula-se que mais de 16.000 revistas científicas fazem uso de um tesauro para padronizar os termos. Dentro deste âmbito, os tesauros são conhecidos pela sua funcionalidade na recuperação da informação, assim como, na procura de termos específicos, facilitando a seleção dos resultados e a comparação detalhada das categorias. Portanto, a ideia de integrar um tesauro em uma revista científica, não somente beneficia aos editores, senão também aos próprios autores, conseguindo situar publicações sob o mesmo tema que possam servir de apoio bibliográfico, ideias para futuras investigações e sugestões sobre as limitações do estudo.

Os tesauros podem ser organizados de acordo com as áreas do conhecimento. Em medicina destaca-se Mesh (Medical Subject Headings), em engenharia o tesauro de la IEEE, em educação ERIC thesaurus, entretanto, atualmente cada vez mais são usados os tesauros plurilíngues como é o caso de  AGRICOLA orientado as ciências biológicas e que está disponível em espanhol e em inglês OECD Macrothesaurus sobre desenvolvimento econômico e social em espanhol, francês e inglês, por último e não menos importante encontram-se dois tesauros multidisciplinares: Eurovoc que edita-se em 27 idiomas da União Europeia e o tesauro da UNESCO apresentado em inglês, espanhol, francês e russo. Este último, expõe uma lista que inclui termos de educação, ciência, cultura, ciências sociais e humanas, informação e comunicação, política, leis e economia. Por certo, a revista Comunicar aplica o tesauro da Unesco para o uso de descritores tanto em espanhol como em inglês científico padrão.

Recomenda-se revisar a publicação palavras-chave de Comunicar Escola de Autores para conhecer mais sobre esse tema.

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Cover Letter: o primeiro passo para publicar seu trabalho

Autora:  Ana Pérez-Escoda – Tradução: Lilian Ribeiro

O artigo científico se converteu na joia da coroa nos atuais domínios acadêmicos de acreditação e de reconhecimento de grupos de investigação, pelo qual a importância de passar ao processo de revisão quando os autores enviam seu manuscrito para uma publicação, se converte em um fato de importância vital no ciclo acadêmico. Sem dúvida, a qualidade teórica e metodológica do trabalho, assim como os resultados  e contribuições ao âmbito da ciência que estuda serão fundamentais para uma avaliação positiva dos revisores.

Mas que elemento é fundamental para que o editor da equipe editorial, uma vez enviado o artigo para a plataforma, abra ao nosso artigo as portas ao processo de revisão da revista?  O cover letter.

 Cover letter

 A carta de apresentação ou cover letter é o primeiro documento que o editor abrirá quando se faz um envio a uma revista científica. Será o primeiro que o editor comprova para decidir, sem abrir o manuscrito, se teu envio começa o tão desejado processo de avaliação ou, pelo contrário, te manda uma carta de recusa por aspectos formais. Trata-se, pois, da chave que permitirá a todo autor começar ou não no processo de avaliação.

O cover letter pode ser um modelo predeterminado pela revista:

cover letter2

Ou um documento de estilo livre no qual é fundamental incluir as seguintes seções, sempre dirigida ao Editor ou Editora Chefe da publicação:

 Dados completos de todos os autores (normalmente cada revista especifica quais devem ser estes dados).

 Título e palabras chave en espanhol e inglês.

 Entidade financiadora (se houver).

 Pequeno texto específico: originalidade do trabalho, autoria dos signatários, cessão de direitos à revista e declaração de conflitos de interesses.

 Assinatura de todos os autores.

É essencial que os autores prestem a atenção devida ao cover letter que garantirá a possibilidade de começar o tão ansiado processo de revisão em qualquer revista científica.

 

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REDIB, primeiro ranking de qualidade em revistas ibero-americanas

Autor: Ignacio Aguaded – Tradução: Lola Lerma Sanchis

O Conselho Superior de Investigações Científicas (Consejo Superior de Investigaciones Científicas-CSIC), de Espanha e Universia apresentaram recentemente o ranking REDIB (Red Iberoamericana de Innovación y Conocimiento Científico), uma plataforma que oferece a primeira classificação de publicações científicas ibero-americanas, desenvolvida com dados da Clarivate Analytics, empresa proprietária da Web of Science (WoS). O novo ranking vem clarificar o panorama latino-americano de revistas científicas utilizando uma nova metodologia, computando não apenas o impacto das revistas científicas na região, mas também os artigos publicados.

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O ranking recém-publicado pode-se consultar em https://bit.ly/2L3Bmv7. Conta com uma cobertura de 943 revistas (das 2.356 que existem na base total) (https://bit.ly/2IObkyv), selecionando as que estão na base de dados WoS de 2011 a 2016 e são de acesso aberto, com uma ampla cobertura graças à inclusão de revistas ESCI (Emerging Source Citation Index).

Esta iniciativa surge de um acordo entre REDIB e Clarivate Analytics, para consolidar um sistema de informações bibliográficas ibero-americano com indicadores de qualidade editorial e científica, partindo desta plataforma de agregação de conteúdos científicos ibero-americanos em formato eletrónico, em português ou espanhol. A esta iniciativa junta-se Universia/Santander, a rede de universidades ibero-americanas que colabora na elaboração de indicadores para investigadores, avaliadores e gestores de políticas científicas.

Este ranking apoiará, sem dúvida, a visibilidade da investigação ibero-americana no mundo através da sociedade com a Wos. É, portanto, uma nova iniciativa louvável, já que não existiam produtos ibero-americanos de qualidade, com cobertura global que, com base em citações, classificassem as revistas de nossa região.

Embora o produto tenha limitações, como se referiu em alguns foros: abrange apenas um terço das revistas da base, deixa de fora as revistas que não são open access (mesmo JCR), não deixa de ser uma iniciativa de grande valia e oportunidade, porque nos permite contar pela primeira vez com um produto ibero-americano, baseado no impacto real de citações da prestigiada WoS, clarificando o panorama e criando corpus científico na região.

A revista “Comunicar” (revista JCR-Q1 em Comunicação e Educação em 2017; no Scopus Q1 e nº1 no Google no seu top-100) situada neste ranking também como a primeira em todas as áreas (https://bit.ly/2L3Bmv7) (https://bit.ly/2xjjIAE).

 

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