Escola de autores é um site da Comunicar,  Revista Científica de Educação e Comunicação, indexada nas principais bases de dados internacionais, que complementa seus blogues ativos em espanhol, português e inglês. Desenhado e escrito principalmente pelo Conselho de Editores da Comunicar, esta Escola de Autores pretende oferecer recursos para a publicação de artigos em revistas científicas de uma forma planejada e estratégica, assim como servir como espaço de reflexão sobre a gestão da informação científica para contribuir em publicações de primeiro nível.

 

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O que a Academia Premium oferece ao acadêmico?

Autor: Rafael Repiso – Tradução: Mirelle Freitas

O fenômeno das redes sociais acadêmicas jé tem vários del panorama científico. As redes acadêmicas personalizaram as características das plataformas sociais genéricas para adaptá-las ao contexto acadêmico, priorizando a produção científica como parte essencial do currículo dos indivíduos e permitindo o acesso geral. As redes sociais acadêmicas têm servido a dois propósitos principais. Em primeiro lugar, elas têm um propósito social, e permite que os acadêmicos se conectem virtualmente e interajam entre si. Em segundo lugar, servem como repositórios de trabalhos, pelo qual os autores aumentam a  visibilidade de seus trabalhos e os leitores adquirem uma via de acesso que é especialmente interessante quando o acesso aos trabalhos é pago. O que chama a atenção é que algumas redes como Academia.edu incorporam opções de pagamento para seus usuários. O propósito do presente texto é analisar as características da Academia Premium e suas vantagens.

Além das funções de conectividade e repositório de trabalhos, as redes sociais acadêmicas têm uma utilidade extra, funcionam como redes laborais, um Linkedin para professores que permite que as universidades acessem milhares de currículos para poder contratar. Isso é particularmente útil em sistemas universitários dinâmicos como o estadunidense, no qual o mercado de trabalho acadêmico se caracteriza por uma forte mobilidade dos professores e uma constante progressão, em que o êxito de una universidade se apoia em grande medida em departamentos de Recursos Humanos que sabem identificar e atrair os melhores professores a suas instituições. O curioso é que inscrição Premium que gerencia Academia.edu seja muito parecida, em suas opções, à versão paga da Linkedin.

Depois de pouco mais e um mês de teste da versão paga da Academia.edu (em 15 de maio ela não será renovada), chegou-se à conclusão de que é um produto interessante, com característica corretas, especialmente, não sendo especialmente dispendioso com quatro serviços de qualidade que podem ser úteis para o pesquisador.

Controle de Citação. Talvez o que o sistema tem de mais interessante é o controle exaustivo de citações que realiza sobre os documentos indexados na plataforma. Para isso, baseia-se na concordância de seu nome e sobrenomes, assim como com os títulos dos trabalhos que previamente foram incorporado a plataforma como autor, permitindo identificar um infinidade de documentos. Inicialmente, havia lido algum autor que declarava que identifica mais trabalhos que o Google Scholar. Minha experiência é que todos os trabalhos citado que me identificaram também haviam sido identificados no Google Scholar e que este reconhecia ainda mais citações.

Estatísticas de Visitas. A versão Premium de Academia nos mostra, por todo período de tempo que estivemos registrados, as estatísticas de visitas em detalhe. O que se visitou? Quando? E em relação às características do visitante podemos conhecer aspectos como de que países, cidades, universidades ou posições acadêmicas não estão visitando, bem como a origem das visitas (Google, Facebook, etc.). Isso nos permite estudar em detalhe o impacto que temos em general ou cada um de nossos trabalhos. Ademais, podemos descarregar no excel um conjunto de dados com todas as visitas desde que nos registramos pela primeira vez na Academia. No meu caso houve uma grande correlação entre os países que visitei (fisicamente) e as datas e os perfis que me visitaram.

Fig 1. Países de onde visitaram meu perfil

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Fig 2. Estatísticas Gerais para o último ano

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Leitores. Os leitores são uma subseção de visitas que merecem um espaço extraordinário, a aplicação se faz assim. O que permite identificar individualmente com nome e sobrenome as pessoas que visitam seu perfil, sempre e quando o fazem, estando registrados na Academia. No meu caso, 22% das pessoas que visitaram meu perfil são contatos meus e cerca de 60% pertencem a minhas áreas temáticas. O habitual é que sejam os amigos os que te visitam frequentemente, são os que têm amizade, mas curiosamente também se encontra com outros colegas não tão afins que te visitam com certa frequência.

Fig 3. Meu colega e amigo Rafael Marfil é um dos que mais me visitaram.

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O grande problema das estatísticas de visitas e da identificação dos leitores é que para usuários como eu, que tem vários perfis acadêmicos (ResearchGate, Google Scholar Profile, Perfil Institucional) e página pessoal, Academia.edu não é mais que uma mostra do total das visitas e, portanto, apresenta uma visão incompleta em relação ao todo.

Espaço na Web Pessoal. Academia oferece uma página web pessoal, independentemente da instituição (https://rafaelrepiso.academia.edu/), dividida em quatro partes: Página Inicial (Home), Pesquisa, Currículo (CV) e Contato. Na primeira parte é apresentado um resumo dos usuários e as temáticas de especialização do usuário e sua filiação profissional. Depois vem uma parte que mostra toda a produção científica enviadas para a plataforma. Na parte do CV pode-se baixar o currículo em PDF que tenha sido enviado previamente pelo autor e a folha de contato é um serviço que permite enviar mensagens utilizando a plataforma, Academia como intermediadora.

Fig 4. Captura de minha Web Pessoal na Academia.edu.

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Embora, pessoalmente, eu não vá continuar com o serviço, sobretudo porque tanta informação requer tempo e dedicação para consulta e análise e, além disso, em boa medida, esta informação é redundante em relação às estatísticas de visitas geradas da minha página pessoal. Eu recomendaria este serviço a aqueles que ainda não têm página web pessoal, pois o custo é parecido ao de hosting e um domínio anual, e o serviço oferece um grande controle sobre os visitantes de forma muito simples.

 

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Os periódicos ESCI indexados, uma nova referência para editores e autores

Autor: Ignacio-Aguaded – Tradução: Lilian Ribeiro

Quando no final de 2015 Thomson Reuters (atualmente Clarivate Analytics) implementou seu novo produto ESCI, um banco de dados com revistas “emergentes” (Emerging Sciences Citation Index) revolucionou o clássico site WoS (Web of Science), a mais prestigiada do mundo em revistas científicas de alto prestígio internacional, com a entrada de um grande número de revistas de todas as geografias, áreas de conhecimento e inclusive idiomas. Os pouco mais de 10.000 periódicos classificados no JCR (Journal Citation Reports), seu principal produto e maior reputação global foi rotulado em muitos fóruns como um produto altamente seletivo, elitista e inclinado para a tecnologia (áreas de conhecimento), o nórdico (geografia) e o anglo-saxão (idioma). Dificilmente  competia com as cerca de 30.000 revistas científicas que o  banco de dados, Scopus, alcançava, medidas no SJR (SCImago Journal Ranking), com maior diversidade temática, geográfica e linguística.

emerging Os periódicos “Emerging” cresceram consideravelmente nesses dois anos, sendo mais de 3.000 periódicos de 50 disciplinas, de acordo com a Wikipedia (https://bit.ly/2HBvBCK) que estão presentes na lista pública e oficial de Clarivate (https://bit.ly/2FregdZ), conformando mais um produto dentro da Web of Science (WoS) com seus trabalhos indexados para sua consulta e seus apontamentos medidos em seus artigos. Estas revistas constituem, juntamente com os bancos de dados regionais, como o Scielo (América Latina), as bases chinesas, russas e outras regionais, a opção de crescimento do portal e do observatório para avaliar a qualidade e o impacto de futuros periódicos consolidados, tanto para a empresa como para os investigadores.

 No entanto, uma das críticas mais consistentes que foi feita a este produto principal da WoS é awos2 grande diversidade de revistas rotuladas como “Emerging”, algumas delas altamente reconhecidas pelas comunidades científicas regionais e locais, mas outras são publicações muito incipientes sem qualidade editorial comprovada, reconhecimento, prestígio e impacto na comunidade, o suficiente para compartilhar este clube seletivo. Era necessário esclarecer, dentro desse já extenso pacote, desta “caixa preta”, uma vez decorridos mais de dois anos de sua implementação, oferece aos editores, e especialmente aos autores, informações sobre a qualidade dessas revistas, medidas por seu fator de impacto, aplicando os mesmos critérios de computação que são usados no portal WoS para periódicos JCR.

Como todas essas revistas estão no mesmo portal, aquelas que iniciaram a indexação já possuem o elemento de citação para sua medição. Por este motivo, a partir de “Comunicar”, um índice foi gerado em dois campos de especialização: Educação e Comunicação, a fim de promover o melhor conhecimento desta base para autores e pesquisadores com seu fator de impacto medido e, portanto, seu quartil e percentil, além da classificação regional por países: https://bit.ly/2r1KOpL.

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O objetivo deste trabalho é aumentar o conhecimento desta “segunda divisão” de periódicos, bem como contribuir com uma visão externa ao produto, aumentando a transparência da ferramenta e incentivando autores e editores a obter um maior conhecimento dos periódicos das categorias de periódicos. Educação e Comunicação da ESCI.

Os dados foram calculados de acordo com as citações que os artigos recebem na Web of Science Core. O carregamento e cálculo de dados foi realizado em abril de 2018, de forma que, embora os dados para obtenção dos indicadores já estejam publicados, ainda estão sujeitos a correções e modificações pela Web of Science. “Comunicar” não tem nenhuma relação com o Clarivate Analytics e, portanto, este documento não tem valor oficial.

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Temáticas emergentes. Uma fonte de inspiração para a pesquisa

Autor:   Tradução: Julieti-Sussi Oliveira

tematicas emergentes

Falar de temáticas emergentes e tópicos de pesquisa é falar sobre um dos principais parâmetros que deve-se ter em conta quando se deseja publicar em revistas de alto impacto.

O índice de impacto preocupa aos autores, quando se trata de publicar em revistas melhor posicionadas e portanto, com um índice de impacto mais alto, mas também é uma preocupação das revistas porque esse é o modo como são classificadas e posicionadas em um lugar mais relevante do ranking da área.

O índice de impacto é obtido através de um cociente entre o número de manuscritos publicados nos dois últimos anos e as citações recebidas, das revistas da mesma fonte de indexação nesse período.

Para aumentar as citações, e consequentemente o índice de impacto, as revistas devem selecionar temáticas emergentes, porque são uma fonte direta na hora de conhecer por onde se move a pesquisa em um determinado campo. Ademais, os congressos das distintas áreas, devido ao seu imediatismo, também são um fórum no qual procura-se refletir e aportar dados de pesquisa dos temas que, em um determinado momento, estão mais atuais.

Levando em conta estas considerações este é o motivo porque propomos uma dupla via na hora de procurar quais são os temas emergentes de um campo determinado.

Em primeiro lugar, pode realizar-se uma procura por quais revistas de um campo determinado encontram-se nos quartis Q1 e Q2, tanto da WOS como de SCOPUS. Uma vez feito isso, deveríamos revisar os resumos e as palavras-chaves de todos os artigos publicados nessas revistas nos últimos anos (ainda que possa parecer uma tarefa gigantesca, em realidade não é, além disso resulta relativamente fácil de realizar em pouco tempo). Obviamente, se as revistas necessitam que seus call for papers sejam de máxima atualidade (nas que fazem divisão entre monográfico e miscelânea, também os manuscritos que publicam-se na parte de miscelânea) esta é uma fonte básica na hora de determinar quais são os temas emergentes de um determinado campo científico. Realizar essa tarefa, antes de iniciar processos de investigação, nos permitirá direcioná-los aos temas mais facilmente publicáveis em revistas de alto impacto.

A segunda fonte complementária para localizar temáticas emergentes são os Congressos, tanto nacionais como internacionais, mais importantes nesse campo de especialização. O imediatismo dos congressos e o “estar em dia” que pretende-se com eles, como fonte de intercâmbio e avanço na pesquisa, permite-nos saber através da análise das temáticas e simpósios propostos nos últimos anos, o que é que preocupa como tema de pesquisa em cada área.

A união destas duas estratégias nos permitirá conhecer quais são as temáticas emergentes em nossas áreas de pesquisa e, o fato de conhece-las facilita direcionar nossas próximas pesquisas em temas emergentes da atualidade,  que são as que em um futuro interessaram às revistas de alto impacto nas quais pretendemos publicar os manuscritos que informam de nossos estudos e trabalhos. Preocupa aos autores, quando se trata de publicar em revistas melhor posicionadas e portanto, com um índice de impacto mais alto, mas também é uma preocupação das revistas porque esse é o modo como são classificadas e posicionadas em um lugar mais relevante do ranking da área.

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A correspondência com os editores

Autor:  – Tradução: Lilian Ribeiro

editores

COMUNICAR AUTORES
CORRESPONDÊNCIA COM EDITORES
CURTA. CONCISA. DIRETA.

Uma das questões mais complexas para os autores no processo editorial de um manuscrito é decidir quando e por que escrever aos editores de um periódico.

Em primeiro lugar, devemos ter em conta que muitos editores (e o pessoal da publicação como editores assistentes, coordenadores de monografias, membros do Conselho Científico, pessoal técnico, etc.) frequentemente compartilham a atividade da revista com suas obrigações docentes, de gestão e de investigação; ou seja, eles geralmente não são dedicados a essa atividade em tempo integral e dedicação exclusiva.

Tendo entendido isso, devemos levar em consideração que a correspondência com os editores é um recurso EXTRAORDINÁRIO. Alguns aspectos fundamentais para que a correspondência com os editores seja eficaz e cordial, são os seguintes:

  1. Certifique-se de que o que você irá  perguntar  não  está respondido na página web da publicação. A maioria dos e-mails que são recebidos de autores que ainda não enviaram os artigos são geralmente sobre o assunto e o escopo da publicação, até mesmo enviando como anexo ao e-mail o rascunho do manuscrito para o editor lhe contar previamente se “entra” nas linhas da revista. Raramente será obtida uma resposta nesses casos, porque as revistass devem garantir que a revisão seja transparente e objetiva, princípios que poderiam ser comprometidos se um editor emite uma “aprovação” provisória. A melhor maneira de saber se um manuscrito é consistente com o assunto e o escopo da publicação é ler a seção “Sobre” da revista e, mais importante, acessar suas publicações. Na Revista Comunicar, a linha temática é claramente identificada nesta seção ad hoc.
  2. A mensagem deve ser curta, concisa e direta: Se houver alguma dúvida de que a página da publicação não responde, ou é necessário entrar em contato com o editor para um aspecto específico (tempo excessivo de revisão, incidentes com o manuscrito, entre outros); Uma mensagem clara e direta será sempre apreciada. Vejamos o seguinte exemplo:

Prezado editor,

Saudações cordiais. Meu nome é Frank Torres, autor do manuscrito “Identidades no Instagram: Narrativas Contemporâneas em Estudantes de Jornalismo”, identificado com o Código 05567 e enviado em 30/10/2017. Tendo passado mais de 3 meses sem uma resposta sobre o processo de avaliação e verificando que a intranet ainda está “aguardando atribuição”, gostaria de lhe perguntar se há algum problema com o mesmo?

Agradeço antecipadamente por sua resposta.

3.Aguarde um tempo razoável para a resposta: Como já indicamos, os editores costumam compartilhar essa atividade com outras que também exigem muita atenção. Nesse sentido, um lapso de uma semana – hábil /laboral – é um período suficiente para se ter uma resposta. No entanto, tenha em mente os feriados e os períodos de verão do país de residência do editor.

4.No caso de co-autoria, verifique com o autor para correspondência (APC): Outro problema que frequentemente ocorre no caso de co-autores é que a revista manteve o processo de avaliação do autor informado sobre o processo de avaliação. declarou como APC (Autor Correspondente) e ele não compartilhou as informações com seus colegas. Desta forma, é sempre aconselhável que seja o autor declarado como APC que gerencia toda a correspondência com o editor da mesma conta de e-mail com a qual ele se registrou no sistema.

5.Não coloque uma cópia da sua mensagem para todos os membros da publicação: A correspondência com o editor deve ser única e exclusivamente para o endereço de e-mail indicado pela revista para estes casos. No caso da Revista Comunicar, todas as perguntas devem ser feitas para director@grupocomunicar.com

6. Use os meios fornecidos para se comunicar com os editores: Algumas plataformas de gerenciamento de manuscritos permitem consultar o pessoal da revista. Nesses casos, use somente emails externos quando o editor não tiver respondido após um tempo razoável.

Tendo em conta as 6 recomendações referidas, exporemos a título enunciativo – mas  não restritivo – casos normais de correspondência com os editores:

  • Excesso do prazo declarado pela publicação para revisão de artigo. No caso da Revista Comunicar, o limite para a estimativa / rejeição editorial não excede 30 dias, enquanto que para o processo de revisão, o limite máximo é de 150 dias (ver Código de Ética).
  • Falhas técnicas no sistema. Embora tenhamos de verificar se a falha ao tentar acessar ocorre apenas com o nosso computador, se é um erro do nosso navegador ou é um erro temporário por mudanças na web. Recomenda-se que, antes de relatar esses problemas técnicos, aguarde pelo menos 12 horas.
  • Diferenças com as opiniões dos revisores. Embora o processo de avaliação do manuscrito geralmente esteja apenas nas mãos dos revisores (para garantir objetividade, imparcialidade e transparência), pode haver divergência entre as opiniões dos revisores. Essa via não é recomendada quando todos os revisores decidem não publicar, mas quando alterações menores ou maiores são solicitadas.
  • Respostas para perguntas que não são declaradas no site da revista.
  • Solicitar cartas de aceitação do manuscrito ou certificados de revisão.

* Nota 1: Nas revistas com grande número de trabalhos, há coeditores, coordenadores ou secretários encarregados da correspondência. Sempre verifique se esta tarefa não está atribuída a outra pessoa antes de escrever para o editor.

* Nota 2: Agradecimentos especiais a Rafael Repiso por algumas sugestões para este post.

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As fontes de informação e sua avaliação

Autor:  – Tradução: Jenny De la Rosa

Em forma geral podemos chamar de “fontes de informação” a todos aqueles recursos que servem para satisfazer as necessidades informativas de qualquer pessoa, ainda que não tenham sido geradas com este fim.

Já a teoria da informação as define como qualquer origem de informação susceptível de ser representada seja de forma analógica e/ou digital.

Nas fontes se pode encontrar informação e dados importantes acumulados ao longo da história apropriados para uma pesquisa. Como é de se esprar, os resultados de nossa pesquisa também se integrarão a estes, formando parte da tradição científica necessária para outras no futuro.

As fontes da informação podem ser classificadas por diferentes critérios, apesar de todas apresentarem pontos comuns. Dentro das classificações mais usadas podemos observar a relacionada com o nível de informação que aportam:

  1. Fontes primárias: aquelas que contêm informação nova e original obtida como resultado da pesquisa científica, aqui encontramos: monografias, publicações seriadas, documentos oficiais de instituições públicas, relatórios técnicos, patentes, normas, teses doutorais, atas de congressos, entre outras.
  2. Fontes secundárias: aquelas constituídas por informação organizada e elaborada, produto da análise, síntese e reorganização das fontes primárias, entre as quais se encontram: dicionários, enciclopédias, antologias, diretórios, anuários, bibliografias, catálogos, sumários de boletins, índices de citações ou índices de impactos, obras de referência, entre outras.
  3. Fontes terciárias: Aquelas fontes secundárias combinadas com outras, entre elas encontramos: bibliografias de bibliografias ou os repertórios.

As fontes também podem ser classificadas segundo a abrangência da sua informação: fontes gerais e especializadas; ou pelo seu aspecto geográfico: nacionais ou internacionais.

Por outro lado, devido às possibilidades e facilidades que oferecem as TICs, a quantidade de informação que se produz cada dia é maior, principalmente pelo protagonismo ganhado pelos usuários com o desenvolvimento da web 2.0, o aumento do número de revistas digitais, livros eletrônicos, blogs, enciclopédias online, entre outras.

Tudo isto, sem importar o tipo de fonte que necessitemos para nossa pesquisa, torna muito mais difícil encontrar informação referente a nossa pesquisa, portanto é necessário ter em conta uma série de critérios de avaliação da informação.

Uma lista de verificação útil, em forma de perguntas, é mostrada a seguir:
Atualidade

A informação é recente?

Está atualizada como se requer para o tema?

Confiabilidade

Que tipo de informação está incluída no recurso?

O conteúdo do recurso é principalmente opinião? É equilibrado?

O autor proporciona referências, fontes de dados ou citações?

Autoridade

Quem é o autor?

Quais são as credenciais?

Quem é o editor ou o patrocinador?

São conceituados/conhecidos?

Qual é o interesse do editor (se existe) nesta informação?

Há anúncios/comerciais no sítio web onde está hospedada a informação?

Propósito /ponto de vista

É um fato ou opinião?

É parcial?

O criador/autor está tentando vender algo?

Avaliar a credibilidade e utilidade da informação hospedada em sítios web é um desafio, porque estes são criados de diferentes formas e perseguem objetivos muito variados. Além dos elementos acima descritos para qualquer fonte, o domínio onde se encontra hospedado pode dar alguns indícios, exemplo: .edu e .gov são domínios de entidades públicas e governo, respectivamente. Em outros casos, a publicidade pode indicar que a informação pode não ser tão confiável.

As páginas web pessoais, mídias sociais, blogs, etc., podem ser aproveitadas para determinar o que as pessoas dizem de um tema e quais discussões ocorrem. Portanto, é preciso ter muito cuidado ao incorporar estas fontes diretamente em um documento acadêmico.

Em resumo, o crescimento exponencial da informação, marcado pelo desenvolvimento das TICs, ocasionam que cada dia seja mais difícil encontrar informação apropriada e relevante para nossa pesquisa.

Isto evidencia a necessidade de desenvolver as competências relacionadas com o tratamento da informação e em particular as de seleção e avaliação. Os pesquisadores têm que reunir um conjunto de critérios e indícios que, de forma eficiente, possam rapidamente selecionar a informação mais adequada para sua pesquisa.

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FundRef/Crosscheck /Similarity Check/CrossTech

Autor:  Tradução: Julieti-Sussi Oliveira

Crosscheck é uma organização não lucrativa, destinada a melhorar o acesso, a comunicação e a procura na comunidade acadêmica. Na atualidade, a plataforma possui quase 10.000 membros provenientes de 114 países que empregam os diferentes serviços oferecidos; entre os serviços mais populares estão Fundref, Crosscheck, Crossmark e Crosstech.

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Em primeiro lugar, Fundref é uma base de dados utilizada para prover informação sobre o financiamento recebido nas investigações. Especificamente, permite às organizações monitorar e fazer um acompanhamento às subvenções emitidas, garantem as cláusulas particulares dos financiadores aumenta a transparência dos resultados do financiamento e propõe visibilidade às fontes financiadoras. Em resumo, Fundref atua de modo favorável com as instituições de Pesquisa e Desenvolvimento (P & D) concedendo-lhes um registro atualizado da sua inversão nas publicações divulgadas em base de dados importantes como Scopus.

Por sua vez, Similarity Check, anteriormente conhecido como Crosscheck é um serviço de comparação de manuscritos voltada para a criação de uma base de dados, baseada na semelhança entre as publicações. A ferramenta principal desse serviço fundamenta-se no acesso ao software antiplágio denominado iThenticate patrocinado por Turnitin que fornece um feedback imediato sobre o conteúdo das publicações, demostrando a originalidade da investigação por meio da procura de coincidências tanto em outras publicações como no conteúdo geral publicado na internet.

Crossmark é um sistema de revisão de artigos depois da sua publicação que permite assegurar a atualização da informação de manuscritos e autores, incluindo o número de identificação ORCID, nova bibliografia que otimize a compreensão dos dados obtidos, correção de erratas, dados complementários, financiamento, detalhes das licenças, entre outras. As publicações que possuem o logotipo de Crossmark significa que a revista oferece a oportunidade de adicionar informação extra sem modificar a base do estudo, avaliando assim a premissa que manifesta a natureza dinâmica das publicações.

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Por último, CrossTech é um blog técnico para editoriais acadêmicos formalizando a instauração de um espaço protegido especializado para discussões relacionadas com mudanças no entorno acadêmico. Sob essa base, procura-se desenvolver uma comunidade para conhecer as diretrizes comum nas tecnologias da publicação, compartir experiências e expandir novas práticas editoriais. CrossTech é o serviço menos utilizado pelos membros de Crossref; os especialistas continuam mantendo a sua disposição para resolver dúvidas nos processos editoriais.

Finalmente, Crossref é uma plataforma necessária tanto para editores, revisores e autores. Evidentemente, a praticidade de seus serviços melhora a qualidade e a transparências das publicações. Ademais, possui outros serviços como Reference, Linking, Cited by e Event Data que serão comentados em uma próxima entrada do blog.

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Edições internacionais, a visibilidade mundial das revistas

Autor: – Tradução Julieti-Sussi Oliveira

Vivemos em um universo global, hoje em dia a ciência não tem fronteiras e salvo a idiomática superada com a língua inglesa, as investigações se movimentam pelo mundo com uma fluidez jamais imaginada.

As revistas científicas de primeiro nível mundial têm como princípio básico sua vocação internacional no seus temas,  seus enfoques, a origem dos seus autores e leitores, suas línguas (especialmente o inglês)…. Sua comunidade científica é global, até mesmo analisando amostras globais, sua abordagem é sempre universal.

Nesse sentido, um critério de qualidade explícito que devem valorar leitores já autores na hora de selecionar suas revistas focus é a projeção internacional da publicação, com indícios claros de superar as fronteiras geográficas e incluso idiomáticas e culturais que em Ciências Sociais foram sempre preponderantes.

As grandes bases de dados de prestígio internacional (WoS e Scopus) tem sempre presente este fator internacional que costuma gerar maior impacto nos seus indexadores principais (Journal Citation Reports em WoS e SJR e CiteScore em Scopus) ainda que o viés nórdico, técnico e anglófono é mais que notável, entre outros motivos pela própria infraestrutura da ciência e o desproporcional reparto da comunidade científica no mundo. Os países do norte, a língua inglesa e as disciplinas técnicas exatas, têm uma imensa presença internacional que só pode-se superar com a internacionalização e outras línguas (como o espanhol e o chinês), o apoio das Humanidades e as Ciências Sociais como máximo exponentes de ciências que se somam aos circuitos das revistas científicas e finalmente por “empoderar” o Sul como sujeito de ciência, com formação de pesquisadores e dotações científicas.

As revistas científicas de primeiro nível são sempre publicações com um profunda e constante vocação internacional e visibilidade mundial.

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Coedições internacionais

“Comunicar” tem uma vocação internacional em todas as suas dimensões. Suas temáticas são de preocupação global, seus conselhos científicos e de revisores estão formados por pesquisadores de todos os continentes e de mais de 50 países, os trabalhos que recebe-se e são publicados  procedem de todos os cantos do mundo… Tudo na revista aspira a recolher a dimensão global da educação e a comunicação para oferecer respostas e alternativas criativas e inovadoras desde a pesquisa… para ser o referente mundial no tema na comunidade científica e na transferência social.

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