O acesso à informação científica. A bússola dos navegantes

Autor: Mª Amor Pérez-Rodríguez – Tradução:  Jenny De la Rosa

A elaboração de um artigo científico, paper, se baseia em três pilares fundamentais: ler, pesquisar e difundir. O sucesso da escrita científica reside em determinar o que ler, quando, quanto e onde; determinar de forma objetiva o problema de pesquisa, a solução e a originalidade de nossa contribuição; e finalmente, difundir a relevância e originalidade de nosso trabalho.

Para que isto aconteça é fundamental o acesso à informação. Porém, hoje em dia pode ser muito complicado, pela grande quantidade disponível e porque os princípios de busca para a coleta de dados sofreram mudanças.

Quanto à hiper-informação, que pode devir em infoxicação ou desinformação, a chave  é ter uma bússola. Isto é, uma ideia clara do que pretendemos coletar e onde fazê-lo. A respeito dos fundamentos de busca, a facilidade de acesso a Internet não é uma carta branca e não é informação válida tudo o que está na Rede.

Apresentamos uma série de dicas para não nos perdermos procurando informação.

  1. O acesso à informação se faz, na maioria dos casos, mediante bases de dados, sites de revistas, catálogos de bibliotecas, ou mediante Internet.
  2. Considerando o nosso tema de trabalho, cabe estruturá-lo em uma serie de conceitos, palavras chave em espanhol e em inglês, e organizá-los de diferentes formas.
  3. Já que aspiramos escrever um artigo científico, o melhor é ir às revistas que são a fonte do âmbito temático no qual trabalhamos: publicações acadêmicas, arbitradas, scholarly, peer reviewed, etc.
  4. Em primeiro lugar selecionamos as mais potentes, as de mais impacto em nosso campo, procurando linhas, tendências, experiências, estados da arte, afins ou contrários que permitam situar nossa pesquisa.
  5. A primeira linha de acesso deve ser a Web of Science que permite ingressar a revistas indexadas em JCR. Uma fração do que encontremos aqui pode gerar bastante informação, que depois se deve crivar.
  6. Em última instância, e como complemento, pode se usar Google Académico ou Dialnet. Estes acessos nos situam diante de informações de distinta importância e não sempre arbitradas.
  7. O ingresso à informação deve ser sobre a fonte primária, sempre que seja possível, pois pode acontecer que se citem referências a textos que tenham sido mal copiados ou mal citados.

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Sobre Lilian Ribeiro

Lilian Vieira da Rocha Ribeiro (Universidade de Huelva/Espanha) Doutoranda em Comunicação; Mestra em Linguística Aplicada (Univ. de Brasília-Brasil); Licenciada em Letras; Coordenadora do blog da Coedição em português da Revista Comunicar e da equipe de tradução espanhol-português da Escola de Autores.
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3 respostas para O acesso à informação científica. A bússola dos navegantes

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