Visibilidade Internacional: saber conectar e divulgar uma contribuição científica

Autor: Carmen Fonseca-Mora – Tradução: Mirelle da Silva Freitas

Todo pesquisador alguma vez sonhou com o reconhecimento e o impacto internacionais, mas para chegar a ele há que se percorrer um longo caminho bem alicerçado no conhecimento científico e na capacidade de saber conectar com os especialistas da área em questão. Entretanto, quais podem ser as chaves para chegar a essa visibilidade internacional?

Tomemos como exemplo os conhecidos Prêmios Nobel, o espanhol Santiago Ramón e Cajal que dividiu o Prêmio Nobel de Medicina em 1906 com Camilo Golgi ou a polonesa, Marie Sklodowska Curie, única mulher com Prêmios Nobel, um em Física em 1903 dividido com Pierre Curie e Henri Becquerel, e outro de Química em 1911. Ambos se destacaram, sem sombra de dúvidas, porque fizeram uma contribuição ao saber científico embasada em anos de estudos sobre uma temática específica depois de seu doutorado. Conheciam bem sua área do saber, aquilo que nenhum dos demais especialistas ainda haviam proporcionado. Possuíam uma formação sólida, saíram de seus países de origem para conhecer outras instituições de pesquisa, formaram equipes com outros especialistas internacionais, pertenciam às associações de sua área e levaram os resultados de suas pesquisas ao conhecimento público em congressos e publicações internacionais de prestigio. Ou seja, souberam destacar sua contribuição e difundi-la a nível internacional.

nobel

Chegar a ser um Prêmio Nobel está muito distante do alcance da maioria dos pesquisadores, mas os exemplos citados dão um caminho a ser seguido para a desejada visibilidade internacional em qualquer área do saber. Começa com o estudo em profundidade da temática que nos interessa, guiados pelos melhores especialistas possíveis. Conhecer línguas diferentes da materna é de grande ajuda, mas não será suficiente se não “construirmos bons laços”, as estadias de investigação em instituições internacionais e a participação em congressos especializados de renome são muito úteis. Escrever publicações em coautoria internacional traz a possibilidade de que nossas publicações se façam visíveis em mais de um repositório institucional. Para isso, temos que assegurar nossa identificação digital permanente (ORCID). Publicar em revistas e editoriais de prestigio não só na língua materna mas também na língua franca acadêmica, o inglês, fará com que mais especialistas possam conhecer nossos trabalhos. Difundir nossas publicações em redes sociais acadêmicas como por exemplo Academia.edu, Researchgate, Mendeley, etc. ou em redes sociais (Twitter, Facebook, Google+, entre outros) aumentará as altimétricas de nossas contribuições. Para concluir, o saber conectar e o saber divulgar uma contribuição científica nos dará as possibilidades dessa desejada visibilidade internacional.

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Sobre Lilian Ribeiro

Lilian Vieira da Rocha Ribeiro (Universidade de Huelva/Espanha) Doutoranda em Comunicação; Mestra em Linguística Aplicada (Univ. de Brasília-Brasil); Licenciada em Letras; Coordenadora do blog da Coedição em português da Revista Comunicar e da equipe de tradução espanhol-português da Escola de Autores.
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