Redes sociais científicas: ResearchGate

Autor: Luis M Romero-Rodríguez  – tradução:  Mirelle da Silva Freitas

A disseminação e socialização das pesquisas é fundamental na atividade científica, pois aquelas descobertas que não são compartilhadas simplesmente não existem. Maximizar a visibilidade de uma publicação, seja artigo, capítulo de livro, ata de congresso, pôster, informes, patentes etc.; permite tornar os trabalhos conhecidos, criar grupos e redes de interesse e aumenta potencialmente as possibilidades de ser citado por outros autores.

Researchgate

As redes sociais acadêmicas têm grandes vantagens. Entre as principais:
• Melhora o posicionamento Acadêmico SEO e SEO do trabalho nos buscadores gerais e especializados: quanto maior presença dos trabalhos de pesquisa, maior exposição dos mesmos na rede.
• Amplia a quantidade de metadados de busca semântica para seus próprios buscadores e impacta diretamente os algoritmos de PageRank do perfil do autor.
• Permitem criar comunidades organizadas por eixos temáticos, instituições e publicações.
• Possibilitam o fácil aceso às publicações e a baixar os arquivos.
• Servem como buscadores de outros trabalhos científicos.
• Facilitam a comunicação P2P entre investigadores através de caixa de mensagens.
• Realizam análises em tempo real: Documentos mais vistos, números de visitas ao perfil, palavras claves que estão interligadas ao trabalho publicado, países de onde se consulta, entre outras.
• Outorgam um rápido acesso a qualquer publicação própria ou de terceiros, já que é um repositório de trabalhos.

researchgate2

RESEARCHGATE

researchgate4

ResearchGate

Graças ao desenvolvimento e popularização das Tecnologias de Informação e Comunicação, diversas redes sociais especializadas para acadêmicos têm proliferado nos últimos anos, sendo as principais Mendeley, Academia, AutoresRedalyc, ORCID e a que nos referimos neste post: ResearchGate.
Esta rede social nasceu em 2008 e no início de 2016 já registrava mais de 9 milhões de usuários em todo o mundo. De acordo com diversos estudos, ResearchGate é a rede com maior quantidade de usuários ativos, ao passo que seu competidor mais próximo, Academia.edu reportava em janeiro de 2016 um total de 34 milhões de usuários, dos quais menos de 1/3 são catalogados como usuários ativos.
Seu desenho intuitivo e de fácil acesso permite aos usuários inscrever-se de maneira fácil (inclusive através de registro por Facebook) e enviar documentos com relativa facilidade.
Um dos elementos que recentemente a ResearchGate incorporou a sua interface, e que mais polêmica levantou na comunidade científica (especialmente entre os especialistas em documentação e ciência da informação), é o RG Score. Trata-se de um algoritmo que qualifica os autores e os outorga uma pontuação pública, baseada em 4 fatores:
• Publicações: Aqueles documentos associados a revistas de alto impacto, aumentam a pontuação do autor, dependendo da valorização que o sistema dessa revista possua.
• Perguntas: Uma das peculiaridades desta rede é que tem um seção Q&A (Perguntas e Respostas), na qual os membros da comunidade podem abrir linhas de discussão (fóruns) solicitando informação para seus trabalhos acadêmicos.
• Respostas: O algoritmo da plataforma também pontua pelo número de respostas recebidas a uma pergunta realizada pelo titular do perfil.
• Seguidores: Neste aspecto não é tão importante quantos te seguem, mas sim a qualidade dos seus seguidores (e seu RG Score).

researchgate3

Para abrir uma conta no ResearchGate, devemos entrar na página, ir na seção “Join for free” na barra superior e seguir as instruções. Uma vez criado o perfil de pesquisador e validada a conta pelo endereço de e-mail associado (recomenda-se que seja o institucional de uma instituição superior de ensino), podemos incorporar nossos trabalhos acadêmicos e buscar e seguir (search & follow) aqueles pesquisadores que compartilham de interesses de investigação comuns.

Para enviar uma publicação própria, primeiro devemos nos assegurar de que ela conta com os direitos autorais necessários para difusão individual (Open Access, licenças Creative Commons ou Copyleft). Se, ao contrário, a revista na qual se encontra a publicação tem direitos restringidos para a difusão pessoal (Copyright), devemos obter sua permissão ou esperar o período legal de restrição que a própria publicação estabelece para iniciar a difusão pessoal.

Anúncios

Sobre Lilian Ribeiro

Lilian Vieira da Rocha Ribeiro (Universidade de Huelva/Espanha) Doutoranda em Comunicação; Mestra em Linguística Aplicada (Univ. de Brasília-Brasil); Licenciada em Letras; Coordenadora do blog da Coedição em português da Revista Comunicar e da equipe de tradução espanhol-português da Escola de Autores.
Esse post foi publicado em Sin categoría. Bookmark o link permanente.

2 respostas para Redes sociais científicas: ResearchGate

  1. Pingback: Presença Internacional | Comunicar. Escola de Autores

  2. Pingback: Revistas Consorciadas | Comunicar. Escola de Autores

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s