A importância das línguas das publicações científicas

Autor: Angel Torres Toukoumidis – tradução: Jenny De La Rosa

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A visibilidade e impacto das publicações científicas não somente se garante pelo prestígio da instituição que as acolhe, ou as empresas editoriais que dão suporte ou a sua localização dentro das distintas indexações, nem ainda pelos rankings internacionais. Estes, sem dúvida, são importantes indicadores, porém não garantem per se que seus originais sejam acessíveis para toda a comunidade científica.

Uma publicação que está disponível em uma língua (espanhol, francês, alemão, ruso…), somente será compreensível para a comunidade acadêmica que tenha competências linguísticas suficientes nesse idioma. Por exemplo, segundo Thomson Reuters®, apenas 6% dos pesquisadores em escala mundial publicam artigos em espanhol e menos de 1% em árabe, em relação a 79% de publicações realizadas em inglês.

Neste contexto, uma revista que disponibilize seus artigos no mínimo em duas línguas – uma delas necessariamente o inglês-, acrescenta de forma exponencial seu alcance e visibilidade, ergo possibilidades de leitura e citação, que é em definitiva um dos principais interesses de toda revista: Proporcionar um espaço de debate de alto nível que seja visível para todos os integrantes da comunidade acadêmica. Da mesma forma, as publicações bilíngues e plurilíngues, atraem mais e melhores pesquisas, o que significará uma constante melhora na qualidade da publicação.

Por outro lado, quando as publicações se disponibilizam em duas ou mais línguas, são lidas por mais pessoas e contribuem a melhorar a divulgação do saber científico como fonte de possibilidades para o desenvolvimento das sociedades, aportando valor agregado de disponibilidade de acesso ao conhecimento a instituições públicas, privadas, não governamentais, redes associativas e comunitárias e, em definitiva, à sociedade em geral.

A Revista Comunicar, por exemplo, disponibiliza todos os seus artigos publicados tanto em espanhol –sua língua materna – quanto em inglês- língua franca da pesquisa-; mas, além disto, para acrescentar sua visibilidade e SEO acadêmico, coloca à disposição os títulos, resumos e palavras chave em português e chinês, o que amplia a visibilidade da revista em outros contextos.  Da mesma forma, com essa visão de ampliar a abrangência, Comunicar conta também com blogs em espanhol, português e inglês, com redes sociais gerais e acadêmicas plurilíngues e com uma Escola de Autores em espanhol, inglês e português.

Por último, apesar de que o idioma inglês monopoliza quase  95% das publicações científicas transformando-se na língua franca da pesquisa, não significa que não se defendam as línguas maternas de cada revista, já que as publicações se devem em principio à sua própria comunidade. Porém, publicar em pelo menos duas línguas de reconhecimento científico internacional garante uma melhor difusão e visibilidade dos autores, das pesquisas e da publicação.

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Sobre Lilian Ribeiro

Lilian Vieira da Rocha Ribeiro (Universidade de Huelva/Espanha) Doutoranda em Comunicação; Mestra em Linguística Aplicada (Univ. de Brasília-Brasil); Licenciada em Letras; Coordenadora do blog da Coedição em português da Revista Comunicar e da equipe de tradução espanhol-português da Escola de Autores.
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