Acesso Aberto

Autor:  Águeda Delgado-Ponce – Tradução: Jenny De la Rosa

O acesso aberto (em inglês Open Access, OA) é o acesso sem restrições econômicas, técnicas, administrativas, ou aquelas derivadas do copyright a recursos digitais que procedem da produção acadêmica e científica.

Deste modo, o usuário pode ingressar de forma gratuita através da rede às publicações científicas, e ainda pode reproduzir e distribuir a informação sempre que se observem os direitos dos autores, contidos normalmente, mediante as licenças de Creative Commons.

Acesso aberto

O nascimento deste movimento é motivado pelos avanços técnicos e o desenvolvimento da Internet que facilita a gestão, o armazenamento e a distribuição global dos conteúdos científicos.

A isto, acrescenta-se o fato de que a maior parte das pesquisas aparece no seio das instituições públicas e com verba pública, enquanto que os resultados se distribuíam com preços elevados mediante revistas de grandes grupos editoriais, um paradoxo sem muito sentido.

O que significou que pesquisadores e instituições promovessem este novo modo de acesso à informação científica, com claros benefícios para uns e outros (além dos econômicos) como o aumento do impacto e a valoração científica; ao ser mundialmente acessível, poderão ser mais lidos e citados. As condições que deve seguir o open access estão descritas na Declaração de Berlim (2003), atualmente referendada por 587 instituições de todo o mundo.

Para chegar ao Acesso aberto ou publicar em Acesso aberto existem duas vias:

  • A via verde: Hospedar os textos em repositórios científicos ou em arquivos digitais criados e mantidos por instituições. Podem-se consultar os repositórios de acesso aberto e suas políticas em ROARMAP e no diretório de repositórios de acesso aberto OpenDOAR
  • A via dourada: Publicar em revistas científicas de Acesso aberto. O financiamento destas, principalmente, é realizado por editores, autores e instituições que publicam. Podem-se encontrar estas revistas no diretório de revistas de acesso aberto DOAJ.

Além disso, para conhecer as condições para os autores de cada revista em relação ao acesso aberto, os direitos de uso e permissões de auto arquivo, pode se consultar DULCINEA, para revistas espanholas, e SHERPA RoMEO.

Este último categoriza por cores às revistas e suas condições: em verde aquelas publicações que permitem o arquivamento tanto de preprints quanto postprints; em azul aquelas que permitem só o arquivamento das impressões finais; em amarelo as que permitem o arquivamento de preprints mas não versões finais; e em branco as que não permitem arquivar.

É importante salientar que o Acesso aberto em nenhum caso é sinônimo de baixa qualidade, embora uma consequência deste seja o surgimento de revistas fraudulentas, muitas revistas prestigiosas, nos primeiros lugares dos rankings internacionais se aderem à política de acesso aberto, bom exemplo disto seria Comunicar; e outras oferecem a possibilidade de liberar os artigos em acesso aberto, ainda que não a revista completa.

 

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Sobre Lilian Ribeiro

Lilian Vieira da Rocha Ribeiro (Universidade de Huelva/Espanha) Doutora em Comunicação (Educomunicação & Media literacy); Mestra em Linguística Aplicada (Univ. de Brasília-Brasil); Licenciada em Letras (Faculdade Castelo Branco); Coordenadora da equipe de tradução espanhol-português da Escola de Autores da Revista Comunicar.
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