Call for papers

Autor: Ana Pérez-Escoda – Tradução: Jenny De la Rosa

A permanente importância das publicações científicas como formato da ciência nos últimos anos, significou que “call for papers”  se reconheça como tópico dentro do âmbito científico-acadêmico, com uma relevância crucial para todo pesquisador que almeja publicar seu trabalho na revista e edição mais adequada a suas linhas de pesquisa.

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Trata-se do anglicismo para “chamada de artigos” que de acordo com quem faça a convocatória apresentará finalidades diferentes:

  1. a) pode supor o anúncio da abertura de envio de trabalhos, que as universidades fazem como parte da organização de congressos, simpósios, ou reuniões acadêmicas.
  2. b) supõe a convocatória pública que  as revistas acadêmicas abrem periodicamente (dependendo da frequência da publicação) dando a oportunidade a pesquisadores e acadêmicos de submeter seus trabalhos, manuscritos, capítulos, entre outros, a uma plataforma digital, normalmente um OJS (Open Journal Systems) ou plataforma de gestão editorial, onde os manuscritos passam por uma análise por pares para sua avaliação e posterior publicação.

“Call for papers” se publica no website da revista, mas também se envia mediante listas de distribuição ou “newsletters”, focando sua atenção em uma temática concreta com alguns tópicos de pesquisa para apresentar números que concentrem os melhores artigos em uma temática relevante.

Por outro lado, para reforçar as chamadas encontramos a figura do editor temático: são editores eventuais da revista, acadêmicos com uma linha significativa de desenvolvimento científico sobre a temática concreta que se convoca, exercendo o papel de “anfitriões” acadêmicos da chamada (call), que estimulam à comunidade pesquisadora a enviar suas colaborações.

A estrutura dos “papers” varia dependendo das publicações, no formato tradicional se apresenta um título que define a chamada na sua temática e linhas de pesquisa, depois um resumo do contexto, introdutório à temática, o que se propõe, com uns descritores a modo de guia.

Porém, com a proliferação da tecnologia, outras versões mais inovadoras aparecem, nas quais os próprios editores temáticos divulgam vídeos explicando a chamada e animam aos colegas a enviar manuscritos.

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A chamada (call) se transformou, sem dúvida, em um aspecto chave na agenda de todo pesquisador, que deve vasculhar de forma incansável na rede, pela procura da “call” perfeita, a que melhor combine com os tópicos da sua pesquisa, valorizando o autor e o  propósito da chamada.

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Sobre Lilian Ribeiro

Lilian Vieira da Rocha Ribeiro (Universidade de Huelva/Espanha) Doutora em Comunicação (Educomunicação & Media literacy); Mestra em Linguística Aplicada (Univ. de Brasília-Brasil); Licenciada em Letras (Faculdade Castelo Branco); Coordenadora da equipe de tradução espanhol-português da Escola de Autores da Revista Comunicar.
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