Edição do manuscrito em inglês

Autora: Ana Pérez-Escoda – Tradução: Lilian Ribeiro

Um dos principais objetivos que todo pesquisador deve ter em mente ao publicar sua pesquisa é a visibilidade do mesmo. Será inútil ser excelente em contribuições acadêmicas e científicas se não formos capazes de alcançar o público certo. Num mundo globalizado, de comunicação instantânea, devemos aproveitar as sinergias que a sociedade da informação nos oferece:

Métricas alternativas que tornam o artigo visível em plataformas digitais.

Qualidade da publicação escolhida, garantindo um ótimo contexto inicial.

As ideias-chave, destacando o valor da pesquisa.

As redes sociais científicas, que focalizam eficientemente a atenção de colegas, doutorandos e equipe de pesquisa. Além de todos esses fatores que devem ser

levados em conta para a publicação de nossa pesquisa, há outro de vital importância: a edição do manuscrito em inglês.

 

manuscrito en ingles.png

Foto: Pixabay – Fonte: Statista 

A importância da língua ou línguas em que publicamos marcará as possibilidades de leitores reais para a nossa pesquisa; quanto maior o número de potenciais leitores, maior a possibilidade de gerar um impacto significativo na comunidade científica. É neste caso que o número de milhões de falantes aproximados da língua ou línguas em que publicamos assume especial relevância.

Se nosso artigo for publicado em espanhol, estamos falando de um escopo probabilístico mas não real (já que nem todos os falantes de uma língua serão leitores potenciais de nossa pesquisa) de cerca de 420 milhões de pessoas. Se adicionarmos uma versão em inglês a esta versão, acrescentaremos uma população aproximada de 1.500 pessoas.

Portanto, em um ecossistema global e conectado, onde o conhecimento é gerado com uma vocação de alcance, quanto mais melhor. O aspecto linguístico, sem dúvida, resultará nessa intenção, oferecendo uma audiência potencial ao nosso artigo que nunca teríamos sonhado. Portanto, no valor de comunicar nosso artigo, vamos adicionar o valor de comunicar àqueles que são melhores, sempre buscando uma edição em inglês de nosso artigo.

É importante não deixar de mencionar  o essencial que resulta neste ponto garantir uma versão profissional e acadêmica que reforce a estratégia da dupla linguagem, contribuindo para um maior alcance de nossas pesquisas e nossa reputação como pesquisadores na área do conhecimento trabalhado. Negligenciar o processo de tradução seria condenar nossa reputação perante os leitores anglo-saxões. A limpeza, o rigor, a exigência e a urgência com que o manuscrito foi elaborado devem ser traduzidos da mesma forma que a versão em inglês, portanto, recorrer a um nativo que conhece nosso campo de pesquisa será obrigatório se quisermos manter qualidade de nossa publicação.

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Sobre Lilian Ribeiro

Lilian Vieira da Rocha Ribeiro (Universidade de Huelva/Espanha) Doutora em Comunicação (Educomunicação & Media literacy); Mestra em Linguística Aplicada (Univ. de Brasília-Brasil); Licenciada em Letras (Faculdade Castelo Branco); Coordenadora da equipe de tradução espanhol-português da Escola de Autores da Revista Comunicar.
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